A Crespa!


Olá! Me chamo Claudia Montelage.

Resumindo? Cantora, libriana, Produtora Cultural, botafoguense (siiiim!!), brincante do Grupo Zanzar, cantora do Terrerô! dinda, alguns dias cacheada e alguns dias crespa.

A ideia do blog veio das amigas que sempre perguntam o que faço no cabelo. Então o combinado fica assim: vou pesquisando, testando e contando pra vocês. Como testo vários produtos, vai ser legal ter esse espaço pra gente consultar depois. São tantas as novidades que surgem para o nosso segmento sempre...
Ao mesmo tempo espero as dicas de vocês.  


Vamos lá! 
Na minha cabeleira já rolou de tudo. Vááááárias experiências. Tantas que questiono como ainda tenho uma pra desfilar por aí. Químicas e mais químicas de naturezas diversas.
Comecei, nos idos dos anos... Peraí! Precisa revelar?
Ãhnnnn... Tem um tempinho aí. :o)
Para situar revelo que o amaciamento era O (com O maiúsculo) must da época. A promessa era de cachos mais soltos, mais domados. 
Soltou sim... 
Digamos que ele balançou molhado. 
Logo após fui para o temido alisamento. Preciso contar mesmo? 



Derrota não se conta, mas vamos lá. Em tempos de hennê, o alisamento era o concorrente número 1. Acho que não caí nas lábias do hennê porque os cabelos ficam negros como a asa da graúna. Massss ficava um liso de invejar. Logo, fui pra ala adversária. Encarei o alisamento com unhas e dentes. A técnica, penso eu, deveria se chamar esticamento. Liso nunca ficou, nem molhado. Saca palha? Era por aí.


Agora o cheiro foooooooorte de química grudava como ninguém. Pagava paixão e ficava por dias. Não havia creme, shampoo, reza que disfarçasse. Insisti algumas vezes até desistir de vez. O jeito era conviver com a raíz revolta e as pontas esticadas. Era como aquela piada... O cabelo igual a bandido. Ou estava preso, ou estava armado.
Como parar depois disso? Sempre surge um milagre capilar! A maldita propaganda sempre te convence. 
Estava liso? Ué! Enrola! 
Lá fui eu encarar o permanente afro. Mil bigudis, horas e promessas depois, nada aconteceu. Voltei pra casa, mais uma vez, com o cheiro temível a me acompanhar. 
Encarei, enfim o relaxamento.
Ahhhhhh.........o relaxamento... visão do paraíso. Agora sim!
Salvação, certo? Promessa de cabelos soltos, com balanço (não, não existia sonho maior pra mim do que o tal do balanço. Abafa).  Nem quis saber do relaxamento. Se existe um SUPER relaxamento, é pra lá que eu vou.
Lá fui eu encarar a fila imensa, o super relaxamento em cadeia, num sistema revolucionário. 
No final do processo, alguns pontos do couro chamuscados. A parte boa (???) é que você leva de brinde 0,5kg de creme nos cabelos, captando todas as partículas em suspensão que se atreva a passar na sua rota.  
Mas insisti. Nada que um Nebacetin e uma toalha bem felupuda, pra tentar remover o creme de brinde, que não resolvesse. 
Tempos depois resolvi parar... Aí o cabelo toma vida própria, a crise chega e sempre vem alguém com alguma solução IN-CRÍ-VEL! Não é mesmo?
Fui pra onde? Para a última sensação da época. A resolução de todos os problemas capilares! 
Ela! A escova progressivaaaaaaa! 
Não era a solução? Bora lá!
Dia 1, incrível! Cachos soltos, sedosos, obedientes. Dia 5, ressecado, palha, sem definição. 
Pela primeira vez encarei a queda dos meus cabelos. Quebrou muito e caiu bastante. 

E aí, nos idos de 2010, em pleno carnaval da Bahia conheci uma querida, Cíntia Araújo, Terapeuta Capilar, que trabalha no Care aqui do Rio, super fera, que me deu altas dicas. Entre abadás e ritmos baianos trocamos várias figurinhas. Voltamos de lá e ela me atendeu durante dias reconstruindo o meu cabelo. Foi a revolução!  
Nada de relaxamentos ou qualquer outros entos. Só hidratações, de diferentes formas e finalidades.
A ela serei eternamente grata pelo super incentivo a cuidar dos cachos.
Uma frase que ela me disse, que nunca me esqueço e que partilho porque foi o diferencial: só você conhece bem o seu cabelo.
E é verdade! A última etapa, depois que passei pelos cuidados da Cíntia foi hidratar, hidratar, hidratar. E foi nesse simples hábito que percebi que meus cabelos não precisavam de mais nada, além de hidratações, um corte bacana e bom leave-in. Esperei por longos dois anos até toda a química do cabelo sair. Foi barra, não nego. Mas resisti, com ajuda de amigas, familiares (papo de dependência em químicas capilares) e fui até o fim.

Fiz nessa publicação aqui a minha Cronologia Química para que vocês visualizem, através de fotos, todo o processo que relatei acima.


Depois dessa trajetória me sinto à vontade de contar, compartilhar e trocar experiências com as crespas e cacheadas. Você, que já ouviu promessas e mais promessas de cabelos luxuosos através de químicas milagrosas, quer abandonar a química, está em a busca de algum domador definitivo da juba, chega mais.


Não terei a solução, nem tenho a pretensão disso, mas vamos trocar figurinhas. ; )